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Pesquisa da Universidade Eindhoven, na Holanda, revela:O mesmo problema ocorre na internet.
Um visitante ao se deparar com um website complexo ou que não atenda suas expectativas imediatas, não perderá seu tempo tentando entender o funcionamento, simplesmente vai embora.
O website é uma interface da empresa com seu cliente. E neste caso o que vale é a primeira impressão. Credibilidade e confiança são difíceis de serem reconquistadas.
Uma boa experiência do visitante que atenda ou exceda suas expectativas melhora a relação cliente x marca. Um visitante satisfeito voltará ao seu site pois sabe que encontrará o que precisa e recomendará a boa experiência que teve.
Além destes aspectos, a usabilidade traz retorno sobre o investimento.
A pesquisa UI Engineering, 2001, revela que fornecendo informações suficientes aos seus consumidores no momento certo as vendas da empresa podem aumentar significativamente.
Para medir estes resultados é necessário aplicar uma visão de negócios orientada a resultados que vai além do design e noções de ergonomia.
Isto se consegue analisando as estatísticas do site, ou realizando testes de usabilidade com usuário reais, identificando as barreiras que impedem o sucesso na conclusão de tarefas no website.
A partir daí, poderemos determinar o impacto das mudanças no website ou até mesmo no processo que envolve a venda ou a abordagem de um produto.
Enfim, tornar melhor a experiência do usuário não é simplesmente um custo, mas um investimento – que com a despesa apropriada você pode esperar retorno financeiro.
A maioria dos avanços na área de Usabilidade são frutos de estudos que possibilitam
tornar determinados objetos e ações acessíveis para pessoas que possuem alguma limitação física.
Foi assim que em 1950 surgiu o primeiro controle remoto, inicialmente funcionava com um fio ligado a TV, era destinado para as pessoas com paralisia. Atualmente não vivemos mais sem esse poderoso objeto, aliás temos muitos deles.
Agora convivemos com o Iphone da Apple, o Microsoft Surface e suas incríveis interfaces touch-screen. Estas interfaces permitem liberdade de movimento e interação usando nossos próprios dedos, nos sentimos cada vez mais Tom Cruise no filme Minority Report.

Legal, agora imagine uma interface cerebral, poder controlar dispositivos com o pensamento. Segundo a Hitachi isto será possível em breve.
A empresa tem experimentado com sucesso uma interface que permite a interação direta entre cérebro e máquina.
Os experimentos são baseados na técnica de neuroimagem, que utiliza luz infravermelha para mapear a concentração sangüínea no cérebro, o sistema é capaz de reconhecer as mudanças no fluxo sangüíneo cerebral associadas a atividade mental e traduzir essas mudanças em sinais de tensão para controlar dispositivos externos.
Assim como o controle remoto, a longo prazo, a interface cerebral pode ajudar pacientes a tornarem-se independentes, movendo componentes mecânicos como braços e pernas.
A Hitachi também vê potencial para uso da interface nas áreas de entretenimento e comunicação. Espero que no futuro esta interface cerebral se torne tão popular quanto nosso bom e velho controle remoto.
O Dia Mundial da Usabilidade de Curitiba tem como objetivo discutir técnicas e metodologias de usabilidade e design de interação com pesquisadores, profissionais, estudantes e a comunidade. O evento criará uma rede com os outros locais do WUD no Brasil procurando desenvolver uma sinergia nos debates.
18h00 - Recepção
18h30 - Abertura - apresentação do WUD, IxDA Curitiba e Instituto Faber-Ludens (Érico Fileno e Frederick van Amstel)
19h00 - Palestra: Feel the Future - pesquisa sobre Design de Transporte para o século XXI (Kleber Puchaski)
19h50 - Intervalo
20h10 - Palestra: Usabilidade e acessibilidade em produtos (Sofia Ferrés)
20h50 - Projetos dos alunos da Pós em design de Interação Faber-Ludens
21h30 - Encerramento
Sobre os palestrantes
Kleber Puchaski é Doutor em Design pelo Royal College of Art, na Inglaterra, ex-aluno da PUC, especializou-se em design de transportes e em seu doutorado tratou de questões emocionais no design.
Sofia Ferrés é professora da pós-graduação do Instituto Faber-Ludens/Fisam, Mestre em Engenharia Mecânica pela Unicamp e graduada em Engenharia e Desenho Industrial pela Universidade Politécnica de Valencia.
Local
FISAM - Faculdades San Martin -
Telefones (41) 3079-6181 ou 3079-6182
R. Paraná, 150 - Cabral - Curitiba
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